quarta-feira, 27 de julho de 2011

Irreal, real.

Aos olhos distantes tudo parece perfeito. O mestre, suas ordens e um servo fiel. Pobre servo, não tem vida. A sua foi tomada por seu superior. Para ele, nada está bom, sempre há um desacerto, algo fora do lugar, o muito sempre pode ter mais. Ele bebe sangue do servo, o suor do pobre  alimenta-o como prazer. E o servo? Ah, esse está morto. Não se tem alegrias, não berra mais a liberdade, carrega consigo um peso chamado mestre. O tal humilha o coitado que agora sente está inútil. É, o grande alcançou o esperado, está tudo nos conformes para ele, o mundo do pobre agora é seu. Só sobrou a irrealidade, nada pode entrar em seu espaço.

Mais ou menos, nada.

Quanto mais se quer, menos.
Mais se tem, mais.
Pouco procura, menos.
Vai-se atrás, mais.
Reza e pede, mais ou menos.
Deixa de lado, menos ou mais.
Tudo planeja-se, nada.
Mas não deixe tanto para trás.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A tal garota.

Ela vai deitar-se em busca de sonhos, fugir da realidade, mas nem o mundo fantasioso das noites com olhos fechados a deixa em paz. Os pesadelos atormentam a garota, que por fim, no raiá do sol, acorda. Notícias ruins são dadas à garota, parece não ter se levantado ainda. A proporção dos problemas cresce. O que poderá acabar com tais confusões? Não se sabe. A garota decide sair de casa, sem malas ou documentos, apenas com um caderno e sua caneta. O rumo que ela decide tomar não é tão distante, seu refúgio é a praia, lá está a calmaria procurada. As folhas começam a ser preenchidas pela tinta da caneta. Ela, a garota, não teme a nada nesse momento, as palavras em seu caderno gritam paz, e o vento ao agitar as palhas dos coqueiros próximos, lhes dá uma agonia. O jeito é voltar para casa. Mas a garota conta que nada está como antes, o natural, a natureza, a sua beleza trouxe as cores ao branco.

Lágrimas.

Lágrimas sofridas provocadas por dor.
Lágrimas de alegria, a felicidade acompanha o demaquilante.
Lágrimas, formam um horizonte de pensamentos, o desbloqueio das ideias, sensação de alma lavada.

sábado, 23 de julho de 2011

Deixe-me livre, senhora.

Não queira que eu aceite o seu jeito de ver o mundo, não me entristeça com a sua obscura fala, a vontade dela tornar-se superior permanece. Deixe-me livre para fazer oque eu quero, do modo que acho melhor. Suas interferências não me fazem bem, retardam o meu pensamento sobre tudo, me largo enfurecida. Já  falei através dos olhos, permita-me ter escolhas, deixe-me livre. Com mais um pouco disso, não suportarei o meu silêncio, senhora.

2416.

Nesse mundo tão seu, preciso me adaptar a tal modo de vida, assim diz a sua visão. Do lado contrário, não quero me render a essa maneira de sobrevivência. Aqui, só mantém-se vivo os fiéis seguidores do regime, quem cumpre todas as regras. Entre esses, éramos oito, hoje só restaram quatro infelizes.